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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Entendendo o compressor 2-2

Por Carlos Freitas

Tipos de compressor

Optical Isolators (Electro optico)

O Compressor ELOPE usa uma lâmpada (ou um LED) que brilha mais ou menos em resposta à entrada de áudio.
Uma fotocélula (ou fototransistor) é usado para controlar o brilho variando do ganho do bulbo e alterarando a sua conformidade.
O intervalo de tempo inerentes que o bulbo / fotocélula tem em resposta a áudio é obtido omo ataque e o tempo de release.

O UREI LA 2A Amplificador Leveling e o UREI LA-3 são exemplos deste tipo de compressor.

FET (Field Effect Transistor)

Compressores FET usam um transistor especial para variar o ganho. Os compressors FETs foram o primeiros a usar um transistor para emular tubos na forma como eles trabalhavam internamente.
Compressores FET são extremamente rápidos, limpos e confiáveis e muito usado em bateria bateria.

O UREI 1176 é o mais conhecido dos compressores tipo FET
VCA (Voltage Controlled Amplifier)

Esses Compressores são os mais versáteis de todos e assim são os em maior número e são encontrados em vários lugares dentro dos estúdios, de Sintetizadores, até em sistemas de automação de console (Mesas de Som).
Mais tarde começou a ser usado em unidades de compressores . É um sistema de amplificação, cujo ganho é controlado por uma tensão externa.
Um dos mais usados é o SSL Bus Compressor, mas as mesas Neve e SSL também usam esse tipo de compressor em seus canais individuais.

Vari-Gain Compressors (Vari-Gain Compressores)

Compressores de ganho variável incluem todas as unidades que incorporam circuitos discretos que não VCAs, FETs ou opto-isoladores.
Tem uma compressão que ocorre na válvula, o attack é bem rápido e fixo e o release é variável em alguns presets, o Manley Vari-Mu é um desses compressores e é muito usado em Bus de bateria ou até "insertado" no canal Master da sua sessão de mixagem.
É muito usado também em masterização, na vedade, meu preferido

Computer-Based/Digital Compressors (Software)

Compressores baseados em computador ou digital são agora os que mais prevalecem, oferecendo a capacidade de processar áudio no domínio digital sob o controle precicso de computador.
Você pode ter zero ataque redução de ganho de tempo bem como o controle quase infinita de todos os parâmetros de compressão em uma base momento a momento.
O Waves L3 Multimaximizer TDM plug-in para o Pro Tools é um exemplo de um compressor baseado em software e a versão RACK do L2 também.

Classes de compressors

Os compressores modernos podem ser configurados para emular três classes de compressores: compressores regular, limitadores de pico e amplificadores de nivelamento.

Regular Compressors

Embora não existam regras e muitas exceções, a maioria dos engenheiros de gravação de música tendem a usar um compressor regular com ataque e release médio.
Na maioria das vezes o engenheiro está à procura de um mínimo de controle de nível com maior intensidade média e alguma proteção sobre os picos.
Alguns s preferem uma compressão simples, transparente e verdadeira para a fidelidade do som original e sto é conseguido através de um compressor de qualidade com um Threshold mais elevado , menor ratio com ataque e release médios.
Outros engs. podem optar por uma ação mais severa do compressor e perceptível para um som mais "controlado" ou apertado, ou seja, um compressor com um ataque e release bastante rápidos, ratio alto, e redução de ganho ao máximo, ou seja, praticamente um limiter.

Peak Limiters

Um limitador de picos é um compressor com um tempo de ataque e release muito rápido, a, um Ratio elevado e um limite de altura. A tarefa de um limitador de pico é de parar ou controlar apenas os picos de amplitude muito rápida e os níveis de pico repentinos que vão sobrecarregar o estágio seguinte de áudio.
Os Limitadores de pico são usados em todos os sistemas de transmissão, via satélite transponder, uplink de áudio s e em muitos sistemas de áudio digital, onde os picos digitais não são tolerados.
Engenheiros de masterização como eu, usa por vezes, um limitador de pico depois de um compressor para que obter o melhor de dois mundos: Eles mantêm uma maior intensidade média com o compressor primeiro, e depois protegem o gravador digital de picos com o limitador de pico.

Leveling Amplifiers

O amplificador de nivelamento é um compressor com um tempo médio de ataque, medio de release e um geralmente tem ratio alto e um baixo threshoud.
O propósito de um amplificador de nivelamento é nivelar constantemente o sinal, sempre na redução de ganho, mantendo o sinal de áudio para baixo de uma forma suave, por isso o nome.
A intensidade média do áudio do programa se torna maior, pois se o o nível do sinal é inferior, ele é amplificados e os sons mais altos são nivelados em torno do threshould.
O release lento assegura que o nível de som não mude drasticamente ou "pule" para cima e para baixo como seria com uma configuração de release mais rapido.

O Compressor Urei LA 2A é clássico Leveling. O Manley SLAM usa 1 compressor LA2A e um 1176 na mesma unidade.

Conclusão

Em Masterização, se você souber o funcionamento de cada tipo de compressor, você pode extrair o máximo de cada tipo em um determinando estilo de música, ou combinar varios tipos de compressores para optmizar seu sinal ao máximo.

Em alguns casos de compressão extrema, como CDs de Rock, eu combino 3 tipos de compressão:

O Manley Variable MU - para fazer uma compressão de media especialmente nos graves.

O Manley SLAM - ( que contém o ELOP e o FET no mesmo aparelho) Eu uso a parte "ELOP fazendo o nivelamento de picos medios a rápidos, fazendo a música pulsar e em alguns estilos, eu uso a parte FET para remover os picos ultra rápidos que o ELOPE não elimina.

O L2 Rack - (Digital) Em musicas POP e Baladas eu substituo o FET do SLAM pelo L2 Rack , para eliminar os Picos Ultra rapidos.

FONTE: Revista SOS

terça-feira, 26 de julho de 2011

Entendendo o Compressor 1-2

Por Carlos Freitas

Amigos da SOS

O tema escolhido por vocês para o nosso workshop durante o Sound on Sound Day foi "Compressão". Para que vocês tenham um pouco mais de informação, eu escrevi um pouco sobre essa ferramenta tão admirada e enigmatica.


Definição

A compressão é um dos processos mais comuns e utilizados em qualquer trabalho de áudio, já o compressor é uma das ferramentas menos compreendidas e mal utilizadas nesse mesmo processo.
O uso adequado dessa ferramenta pode fazer suas gravações e mixagens de música POP e ROCK ou mixagens de som ao vivo soarem musicalmente bem melhores controlando os níveis máximo e mantendo maior a intensidade média dos instrumentos e da música dando uma sensação de energia e força.
Basicamente falando, o compressor diminui a diferença entre o som mais alto e o som mais baixo criando uma faixa média mais equilibrada.

Qualquer fonte sonora têm diferentes faixas dinâmicas de picos e médias proporções.
Uma flauta por exemplo, produz um som alto com apenas uma diferença de 3dB entre o nível máximo e o nível médio, já voz humana (dependendo da pessoa) tem uma faixa dinâmica de até 10dB, enquanto um instrumento de percussão pode ter uma diferença de 15 dB ou mais.
Nossos próprios ouvidos, por meio de complexos processos fisiológicos, fazem um bom trabalho de comprimir, respondendo bem aos níveis de intensidade média de um som.

Um compressor com um bom projeto, inclui um circuito detector que emula o ouvido humano, respondendo aos níveis de sinal médio. Os melhores, tem também um segundo detector que responde aos picos do nível de sinal e podem ser ajustado para fixar os picos que ocorrem em um nível específico acima do nível do sinal de média. (Compressor + Limiter)

Nome:      Grafico Comp.jpg<br />Visitas:     29<br />Tamanho:  76.6 KB

Quando o som é gravado, transmitido por rádio ou reproduzido através de um sistema de PA, a faixa dinâmica deve ser restrita em algum momento, devido às limitações do sinal de pico do sistema eletrônico (Amplificadores), objetivos artísticos (Rock com som pesado) ou em torno das exigências ambientais (Casas de Shows com limites de SPL) ou todos acima, mas por que a faixa dinâmica deve ser comprimida?

Vou dar aguns exemplos:

Por razões artísticas, como por exemplo a voz do cantor, usando um compressor te dará uma maior intensidade média e isso é melhor para o ouvido, pois quando o vocal é mixado dentro de uma gravação densa de música pop, fica mais facil entender o que ele esta cantando, pois a voz fica com o volume uniforme.

Mesmo com a chegada de 90dbs, a faixa dinâmica de gravação digital, enormes oscilações e picos inesperados do nível de alguns instrumentos musicais altamente processados podem sobrecarregar os processamentos e conversões de audio analógico para digital, causando a distorção.

Com o áudio das rádios, as dinâmicas são reduzidas para uma intensidade média para atingir um certo impacto auditivo ao ouvinte e para ajudar a competir com o ambiente ruidoso dos ambientes onde são ouvidos. (Carros, lojas e Ambientes grandes), inclusive um tipo de compressão que surgiu com as estações Estações de radio, são os compressores multibandas, que equilibram os diferentes volumes das músicas com os comerciais e vozes dos locutores, usando compressão multibanda, onde o espectro de áudio é dividido de 3 a 5 bandas de frequência que são então processadas separadamente, comprimindo as freqüências baixas mais ou diferente do que os médios e altas freqüências.

Na era dos CDs altamente comprimidos, a Famosa compressão “Brickwall” ou "Parede de tijolos", nada mais é do que limitar ao extremo! O compressor absolutamente garante que um nível predeterminado não será ultrapassado ( Nesse caso – 0.1 DBs, independente da quantidade de sinal que entra.

Fundamentos

Existem quatro parâmetros básicos em todos os compressores:

1-Ratio

Ratio é a forma de expressar o grau em que o compressor esta reduzindo a faixa dinâmica. O Ratio indica a diferença ou relação entre o aumento de sinal que entra no compressor e o aumento do nível do sinal que sai.
A relação de 10:1 significaria que seria necessário um aumento de 10 dB entrando no compressor para fazer com que a saída tenha um aumento de apenas 1 dB.
A Proporção é de um valor constante, uma vez que não importa o quanto de compressão está ocorrendo, pois a relação entre a mudança de entrada para mudar de saída é sempre a mesma.
Compressores e limitadores são realmente separados apenas por uma pequena definição. Geralmente, compressores têm taxas de compressão de até 8:1, enquanto limitadores têm índices mais elevado do que 8:1.
A maioria dos compressores profissionais tem tanto relações fixas , como selecionáveis (como 1176LN Universal Audio com presets de 4:1, 8:1, 12:1 e 20:1) ou contínuas relações variáveis tais como o Compressor DBX 160SL Stereo.
Resumindo, se o Ratio estiver em 2:1 significa que a cada 2 dB que passar pelo threshold apenas 1 dB passará, se forem 30 dB, apenas 15 dB sairá do equipamento.
Alguns projetos de compressors mais recentes , alteram a relação instantaneamente na proporção de acordo com o conteúdo dinâmico do programa e as limitações das configurações de controle do painel frontal.

Nome:      Grafico Ratio.jpg<br />Visitas:     27<br />Tamanho:  34.3 KB

2 - Threshold And Knee

Threshold é o ponto no nível do sinal de entrada em que o compressor começa a atuar e com isso reduzindo o ganho.
O compressor não tem efeito sobre o sinal abaixo desse ponto, entretanto, uma vez que limite é atingido, o compressor começa a reduzir o ganho de acordo com a quantidade do sinal exceder o limite de acordo com a configuração de controle de ratio.
Esse ponto pode ser pensado como a "sensibilidade" do compressor e é expresso como um nível específico em dBs.
O momento exato que o compressor começa a redução de ganho é chamada de "Knee".
"Hard Knee" – A compressão é mais dura e agressiva.
"Soft Knee" – a compressão é mais suave, pois é uma mudança menos agressiva na curva do compressor.
O Soft Knee aumenta ou amplia a gama de valores do threshould, necessário para o início da compressão, ao contrario do Hard Knee que mantém o valor fixo do treshould.
Em compressores de qualidade você pode alternar entre a compressão com Soft Knee Hard ou Soft.

Nome:      Soft Knee.jpg<br />Visitas:     28<br />Tamanho:  103.7 KB

3 – Attack Time

O Tempo de ataque refere-se ao tempo que leva o compressor para começar a comprimir depois que o ponto de threshold foi atingido.
Os Tempos de ataque típicos variam de menos de 1 milissegundo do mais rápido para mais de 100 milissegundos ao mais lento.
As Configurações de tempo de ataque afetam a qualidade do som em termos de brilho, percepção global e o conteúdo de alta freqüência.
Se você usar o tempo de ataque muito rápido, o compressor será ativado muito rapidamente, reduzindo o ganho instantaneamente ao nível da forma de onda do som.
Como a informação dos transientes geralmente tem caráter de brilho, especialmente com sons percussivos, reduzindo-o imediatamente com o compressor irá soar o maçante.
Usando tempo de ataque mais lento, permitirá que a parte transitória da passagem do som antes do compressor para a parte a ser comprimida se torne mais suave, no entanto, se o tempo de ataque é muito lento, a ação do compressor se torna ineficaz e tardia.
Se você comprimir a caixa de uma bateria com um ataque rápido, você pode notar que o ataque será diminuído reduzido a pegada da baqueta.

Nome:      Grafico Ataque.jpeg<br />Visitas:     28<br />Tamanho:  8.3 KB

4 - Release Or Recovery Time

O Release é o tempo que o compressor usa para retornar ao ganho de unidade após o sinal de entrada tenha caído abaixo do threshold ou "libertação" de redução de ganho.
Releaseso típico em compressores populares vão desde o mais rápido que 20 milésimos de segundo ao mais lento com mais de 5 segundos.
A maioria dos engenheiros ajustam seus compressores para fazer seu trabalho de redução de ganho de forma rápida e em seguida, liberar rapidamente para não ouvir o efeito da compressão, mas cuidado com as gravações pop, pois se usar um ataque com release ultra rápidos, voce com certeza irá distorcer os sons de baixa freqüência.
"Pumping" e "respiração" são os jargões para artefatos ou efeitos colaterais com a compressão máxima.
Redução de ganho súbito e, geralmente indesejáveis profundo é chamado de "Pumping", enquanto um retorno mais lento (release) para o nível operacional, com um aumento notável do nível de ruído é chamado de "respiração".
Já existem compressores inteligentes com esquemas preditivos e adaptativos que reduzem esses efeitos colaterais, tornando a ação do compressor quase indetectável ou pelo menos tolerável na maioria das situações de intensa redução de ganho.


Exemplo dos meus compressores

Manley Variable MU
Release: 0.2/0.4/0.6/4/8 segundos
Attack: 25ms (mais rapido) 50ms (médio) 70ms (mais lento)
Ratio: 1.6:1 Soft Knee (Comp Position)
Ratio: 10:1 Soft Knee (Lim Position)

FONTE: Revista SOS

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sennheiser apresenta o MK 4, um microfone condensador de diafragma grande para estúdios

 

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Outro produto apresentado na NAMM 2011, em janeiro deste ano, foi o novo MK 4. Especialistas da Sennheiser, distribuída no Brasil pela Quanta e Eurobrás, explicaram que este é um microfone cardióde condensador de diafragma grande fabricado na própria Alemanha. É o primeiro microfone perpendicular da empresa que se concentra em dar a melhor qualidade de som, em vez de extravagância técnica.
"No desenvolvimento do MK 4, cada Euro foi investido na obtenção do melhor som possível. Nós nos concentramos nos elementos básicos de um bom microfone estúdio para poder oferecer o MK 4 a nossos clientes a um preço atraente", explicou o gerente de produto Sebastian Schmitz.

Segundo a empresa, o MK 4 tem acabamento em níquel-colorido e foi desenvolvido para usuários profissionais em estúdios, mas é igualmente adequado para outros ambientes de gravação, além de ser resistente o suficiente para uso no palco. O diafragma de uma polegada é banhado a ouro 24 quilates.

Sua carcaça de metal e montagem elástica de cápsula conferem uma estrutura bastante resistente, mesmo em casos de gravação mais enérgica. A atenuação de ruídos pode ser melhorada através da utilização de um suporte elástico disponível como acessório.
O microfone tem um nível máximo de pressão sonora de 140 dB, e seu ruído próprio de 10 dB é extremamente baixo. "O MK 4 é altamente versátil para vocais, violões e pianos de cauda, bem como para cordas e instrumentos de sopro, mas também mostrou bom desempenho em testes com amplificadores de guitarra, bateria e percussão. Em suma, é um microfone despretensioso, com um som excepcional", comemora Schmitz.

FONTE: Musitec

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Video papo com Flávio Siqueira

Flávio Siqueira é radialista e escritor. Participa ativamente do grupo ‘Locutores’ no Facebook. Escolhi este em especial para publicar aqui, por tratar de um ‘detalhe’ fundamental para qualquer profissional. Vale muito apena conferir e refletir sobre os pontos propostos por nosso ‘provocador’. “Ter um dom é lutar contra a média, as vezes lutar contra a maré, mas vale a pena insistir no que fazemos de melhor. Flávio Siqueira fala sobre como lidar com os dons.”

FONTE: Blog do Flávio Siqueira

Meu Facebook: facebook.com/williamlealtamburi

terça-feira, 10 de maio de 2011

O profissional desatualizado do rádio.

Por Gabriel Passajou

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Provavelmente você conhece alguém assim. Pior, é possível que ele tenha sido (ou seja) seu chefe. Reuni algumas características de pessoas que perderam o bonde da história no que diz respeito ao rádio. Não é de forma alguma uma condenação ou execração pública de quem quer que seja, mas sim uma forma de chamar a atenção para uma auto-avaliação pessoal de um comportamento como ser humano e profissional.

01) Inventa inimigos externos.

O profissional desatualizado sempre elege como culpado algum fator externo pelo qual ele não tem o controle. Assim é mais fácil transferir a culpa ou responsabilidade de seus atos. Já que este é um blog de rádio, vemos muitos profissionais condenando as gravadoras como se as mesmas fossem as causadoras do mal maior. “Gravadoras-exploradoras-capitalistas-selvagens-imperialistas-manipuladoras-do-pobre-ouvinte”: Esta é uma cantilena frequente na boca dos saudosistas (outro item deste texto) sobre a atual situação do rádio. Falam isso como se eles não fossem parte integrante do rádio e navegassem ao sabor de suas ondas. Ora, não existe UM fenômeno musical lançado no Brasil (e no mundo) que não tenha por trás um grande investimento de gravadora, da bossa nova ao rock, do sertanejo ao funk. Como vocês acham que os Beatles chegaram ao estrelato (merecido, diga-se de passagem) com suas economias pessoais ou com um esquema milionário da EMI?

02) Tem pouca adaptabilidade.

Em resumo: O mercado tem que se adaptar a ele e não ele ao mercado. Mais do que nunca, o profissional do rádio deve ser polivalente. É uma exigência profissional conhecer todos os aspectos do rádio como locução, produção, programação, comercial, etc. Um ex-diretor artístico de rádio pop no passado pode passar a ser um locutor de uma estação popular hoje, por exemplo.  Quem diz “Eu jamais vou trabalhar em radio brega” pejorativamente, meu conselho é que abra um açougue.  Profissional de rádio com “P” maiúsculo anuncia tão bem Calcinha Preta como Simple Plan. O profissional desatualizado geralmente só consegue fazer um tipo de rádio e tem uma visão limitada do setor.

Em nosso meio não tem como prever todos os cenários. Mas há uma certeza, a de que não temos certeza nenhuma. O mercado de rádio hoje é extremamente volátil. As mudanças acontecem rápido e não há mais dúvidas: É você que tem que mostrar que o rádio precisa de você e não o contrário. A era do emprego eterno acabou há vinte anos.

03) Ignora as novas tecnologias e a concorrência.

O rádio passa por profunda modificação mas o profissional desatualizado ignora isso. Novas plataformas de mídia nascem em um ritmo alucinante enquanto nosso amigo acha que “site de rádio é um negócio superfluo”. Sim, os dinossauros ainda não morreram. A classe C comprando PCs como nunca, conhecendo assim outros universos e formas de comunicação. O público alvo interagindo e influenciando cada vez mais o conteúdo consumido. A concorrência com meios alternativos (Tvs in door, webrádios, canais a cabo, etc.) aumentando de forma vertiginosa e o diretor acha que a rádio vai chamar a atenção por si só. Não vai. Não há como o público-alvo absorver toda a quantidade de informações. Recebemos em média 500 mensagens publicitárias por dia o que torna nossas escolhas de marca mais seletivas.

04) É profundamente saudosista.

OK,  confesso. Eu sou saudosista. Mas uma coisa outra é ter o privilégio de possuir experiências que constroem seus valores e olhar para frente, outra é se prender ao passado, recordando antigas glórias, e viver enclausurado nele. Ser saudosista é bom, mas não quando atrapalha o presente. Frases como “Rádio bom mesmo era nos anos 80!” demonstra que o profissional não se encaixou no atual mercado radiofônico onde a demanda por soluções criativas e eficientes é fundamental.  Não digo que o rádio dos anos 80 não era bom, muito pelo contrário, mas hoje a música, o público e o rádio mudaram. A tecnologia influi diretamente na forma como o rádio deve ser administrado, para o bem e para o mal. Atualmente o ouvinte é muito mais difícil de ser conquistado devido à maior concorrência. O mercado está fragmentado, ou seja, para você chamar a atenção da audiência para a sua marca, o investimento em publicidade e fidelização são enormes.

05) Se considera um guru, o salvador das rádios.

O profissional desatualizado geralmente considera a sua verdade como a única e verdadeira para a salvação do rádio. Já vi em um fórum uma espécie assim separava as pessoas em duas categorias: As que preservavam e amavam o rádio (que coincidentemente concordavam com seus argumentos) e o resto, que tinha por objetivo acabar com o meio, eram corrompidas “por tudo o que está aí”. Esse caso, a meu ver patológico, tem outra característica, odeia ser contrariado e não vacila em atacar a jugular usando as piores estratégias como a desqualificação do “oponente”. Cuidado com esses elementos.

06) Fala mal de rádios exclusivamente pelo formato.

Essa é geralmente outra característica do profissional desatualizado. Ele só consegue trabalhar com um formato de rádio, e parte para desqualificar os colegas que estão em emissoras cujo o estilo musical não o agrada. Simples assim. Acredito que o bom radialista seja aquele que compreende e absorve todas as linguagens do público que ouve rádio. Assiste com o mesmo interesse um documentário do Discovery Channel como o show de calouros do Raul Gil, porque ambos lhe trarão subsídios para suas escolhas em seu universo de trabalho. Quem trabalha em rádio deve ficar antenado 24 horas por dia pois perder uma tendência ou movimento de sua audiência significa estar na lanterna do mercado radiofônico.

Enfim, o profissional desatualizado me lembra uma Ollivetti. Para os mais novos, essa máquina de escrever era a “ferrari” de sua época. Visual italiano, motor elétrico, som inconfundível das teclas martelando o papel. Onde estão as Olivettis hoje? Foram implacavelmente engolidas pelos impessoais e silenciosos computadores, muito mais eficientes.

Você seria uma Olivetti hoje?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Funcionários protestam contra suicídios em fábrica de iPad

Funcionários foram ao lobby da empresa em Hong Kong para se manifestar contra suicídios de colegas. Protestante usa máscara do ex-CEO da Apple Steve Jobs

HONG KONG-CHINA-TAIWAN-TECHNOLOGY-FOXCONN-LABOUR

Estudantes universitários e funcionários da Foxconn, taiwanesa fabricante do iPad da gigante Apple, protestaram neste sábado em Hong Kong contra as condições de trabalho da empresa para a fabricação do aparelho após o 11º empregado tentar o suicídio neste ano. As informações são do diário britânico The Telegraph.

As recentes tentativas de suicídio foram na fábrica da Fonxconn de Longhua, na China, onde 300 mil trabalhores montam dispositivos também de outras grandes empresas como Sony, Apple, Nintendo, Dell e Nokia. Os protestantes foram ao lobby da Foxconn em Hong Kong para se manifestar.

A fábrica de Longhua é a maior fábrica da Apple no mundo e é responsável por 20% das exportações que saem do porto de Shenzen. Os protestantes afirmaram que a Foxconn trata seus funcionários como "máquinas".

"Nós vamos protestar por conta da alta taxa de suicídios, com um número anormal de trabalhadores cometendo suicídio nos últimos cinco meses", disse a porta-voz dos estudantes, Debby Chan, ao Telegraph.

No ano passado, ao menos 13 empregados da fábrica morreram em aparente suicídio. Apesar do número de mortes estar na média de funcionários jovens em empresas na China, o número está crescendo rapidamente, avaliou o Telegraph. A Foxconn nesta semana admtiu que não tem prestado atenção suficiente no bem-estar dos seus funcionários e anunciou que vai contratar mais de dois mil terapeutas.

A situação preocupa também acadêmicos. "Quando a taxa de suicídios cresce rapidamente, a situação é alarmante. Não se pode comparar com a média nacional, e sim com fábricas similares", afirmou ao Telegraph Jin Shenghua, professor de psicologia da Beijing Normal University.

FONTE: Terra

domingo, 8 de maio de 2011

Smartphones do futuro podem ser dobráveis e finos como papel

 

Pesquisadores canadenses acreditam que o modelo pode substituir celulares atuais dentro de cinco a dez anos

20110506042445Pesquisadores da Universidade da Rainha, em Ontário, Canadá, revelaram nesta sexta-feira (6/5) um protótipo de smartphone batizado de PaperPhone que pode ser dobrado como um plástico comum. O aparelho apresenta um display com 3,7 polegadas feito de E-ink, a mesma tecnologia de "tinta eletrônica" utilizada pelo Kindle, e pode ser operado pelo usuário enquanto é dobrado de diferentes formas.
Os sensores Thinfilm do dispositivo permitem que o usuário realize funções mesmo com o aparelho dobrado ou curvado. É possível fazer ligações, tocar músicas, navegar por páginas de e-books ou em aplicativos através de diferentes dobras no display.

De acordo com Roel Vertegaal, responsável pelo estudo, entre cinco a dez anos este pode ser o modelo padrão para aparelhos móveis.

Veja o vídeo com o PaperPhone em funcionamento abaixo:

FONTE: Olhar Digital

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Número de televisores cai pela primeira vez em 20 anos nos EUA

Pequisa divulgada nesta terça-feira (03/05) pela Nielsen pode indicar um aumento no consumo de vídeos online

O número de televisores por habitante nos Estados Unidos caiu pela primeira vez em duas décadas, de acordo com um estudo divulgado pela Nielsen nesta terça-feira (3/5). A queda no consumo de aparelhos de TV vem acontecendo desde 2008, mas os analistas só observaram uma redução considerável neste ano, quando o número de lares com televisores caiu de 98,9% para 96,7%.

De acordo com a empresa, uma parte dos usuários que não possuem TV ou se livraram de seus aparelhos acredita que vídeos na Internet podem substituir um televisor tradicional. Uma nova geração de jovens que saíram de casa agora e optaram por não comprar televisores também pode ter auxiliado na queda.

Famílias com uma renda menor do que US$ 20 mil por ano também colaboraram para a redução do número de TVs. Segundo a pesquisa, após a crise econômica de 2008, uma parte dessas familias optou por não manter ou não puderam comprar novos aparelhos.

Os resultados podem apontar para o crescimento de serviços online de vídeos como o Hulu, Netflix ou iTunes, que muitas vezes investem em shows que são populares na Internet, mas que não vingariam na televisão tradicional.

sábado, 30 de abril de 2011

Por que morrem tantos motociclistas?

 

Resposta: Morrem porque querem.

por Geraldo Tite Simões

De uns tempos para cá me transformei naquilo que os jornalistas chamam de “fonte”, um sujeito que tem as respostas para determinadas perguntas. Minha especialidade com segurança de motociclistas se tornou uma fonte para colegas da imprensa.

Dias atrás recebi a ligação de uma jornalista de um grande veículo de comunicação (prefiro omitir nomes). A pergunta veio em uma semana dramática para os paulistanos, porque foram dois acidentes fatais por dia, engrossando as estatísticas macabras. Ela perguntou algo como:

— Por que morrem tantos motociclistas?

Antes de responder, pensei naquelas centenas de vezes que discursei sobre a educação de trânsito, fiscalização, faixas segregadas, falta de formação, baixo nível de escolaridade das vítimas, etc., etc. e mais etc.! Só que me cansei de divagar sobre esse assunto e dei a resposta que sempre quis, mas nunca tive coragem:

— Morrem porque querem!

Diante do susto natural da jornalista, repeti a resposta e ela reforçou que seria uma matéria publicada, se eu não queria rever a resposta. Respondi que não, que poderia deixar inclusive entre parênteses, citando meu nome como fonte.

Bom, a matéria saiu sem minha declaração... porque a coragem que tive para assumir aquilo que autoridades tentam disfarçar, a colega não teve para publicar. Assim, as argumentações foram todas aquelas que todo mundo sabe na ponta da língua, mas que são todas um enorme disfarce para a mais óbvia das realidades: esses motociclistas morrem porque querem — e ponto final.

Claro que há os acidentes, que devem ser classificados como tal quando nenhum dos agentes envolvidos teve a intenção de provocá-lo. Mas acidentes são raros em São Paulo. O mais comum é a mais elementar das causas: a negligência, associada à prepotência, atributos de personalidade que imperam nos motociclistas da capital paulista. Se há negligência, está clara a intenção por trás da ação.

Ah, mas o motorista mudou de faixa sem olhar! Sim, mas o motociclista estava rodando a 90 km/h no corredor de carros quase parados, com uma moto sem freios, com pneus carecas, e usava um capacete desafivelado. Isso pode ser caracterizado como acidente? O choque talvez, mas a consequência não! O óbito terá sido causado por pura negligência.

Diariamente eu levo fechadas de motoristas nas mais criativas variações. Tem fechada pela esquerda, pela direita e até dos dois lados ao mesmo tempo. Só que rodo a uma velocidade compatível com os outros veículos, minha moto tem freios eficientes e pneus novos. Porque eu não quero me matar.

Non ducor, duco

O lema da cidade de São Paulo expressa uma atitude tão típica de motociclistas e motoristas paulistanos que soa como profecia: não sou conduzido, conduzo! Ninguém me diz onde, nem como devo conduzir, mas conduzo à minha maneira, sem regras, sem sensatez, nem ordem. Minha lei é meu umbigo!

São raríssimos os casos — mas bota raro nisso, tipo que precisa de lente de aumento para encontrar — em que a vítima fatal de um acidente de moto foi totalmente inocente. Casos como linha de pipa com cerol, caminhão sem freio na descida, bêbado que fura o semáforo são raros, mas adquirem muito destaque pelo dolo envolvido.

Só que acidentes fatais que são contabilizados — e que vejo, porque estou diariamente nas ruas — são provocados por absoluta negligência dos motociclistas. Daí meu desabafo do “morrem porque querem!”. Porque querem rodar no corredor a 90 km/h. Porque querem rodar com pneu careca. Porque querem usar um capacete de R$ 50 e, pior, desafivelado. Porque querem rodar na calçada a 50 km/h. Porque querem pular o canteiro central de uma grande avenida.

Resumindo, morrem porque querem!

Soma-se essa conduta ao triste fato de as vítimas fatais se encontrarem, na maioria, entre 18 e 25 anos e temos mais uma trágica coincidência estatística. A adolescência, período que vai dos 12 aos 18 anos, tem como característica a prepotência, comportamento que faz o indivíduo acreditar que as coisas ruins só acontecem com os outros. Como a maioria das vítimas é do sexo masculino e a adolescência do homem costuma se prolongar — até os 25 anos ou mesmo mais, segundo as mulheres —, isso explica boa parte dessas vítimas.

Basta conferir qual a idade de alistamento militar para entender como o Estado pode aproveitar a prepotência a seu favor. Na faixa dos 18 aos 25 anos, o soldado vai para o front achando que nada de ruim vai acontecer com ele, até um projétil .50 atravessar sua cabeça. Portanto, temos a fórmula ideal para que tudo de errado dê certo: sensação de prepotência + negligência = morte súbita!

Ou seja, morrem porque querem!

E querem saber? Não vejo a menor chance para tal situação melhorar. Pelo contrário, a tendência é piorar com a entrada cada vez maior de novos motociclistas. Mas também não pensem que o problema é limitado aos motoboys ou fretistas.

É bom esclarecer que existem os motoboys e existe o comportamento motoboy — o que os especialistas chamam de arquétipo, uma repetição do mesmo comportamento. Há donos de motos esportivas ou luxuosas, caríssimas, que agem da mesma forma que o típico motoboy — e que, depois de um acidente fatal, é transformado em vítima. Os rachas na estrada, os atalhos pela calçada, a alta velocidade nos corredores mostram que os “playboys” também morrem porque querem.

Responda sinceramente: se fosse chamado pelas forças armadas para defender seu país no front de batalha, de fuzil na mão, você iria? Eu não! Não quero morrer tão cedo nem entrar no fogo cruzado. Por isso não existe exército de soldados quarentões — a gente sabe que as coisas ruins também acontecem conosco.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Maria Bethânia - "Ela e Eu" (TV Manchete, 1984)

 

No "Bar Academia" sobre Caetano Veloso, a irmã Maria Bethânia apareceu neste musical cantando ao vivo "Ela e Eu", sob o arranjo de Perinho Albuquerque gravado para seu LP "Mel", lançado em 79.
Foi ao ar em 1984, pela TV Manchete, com direção de Maurício Sherman.

FONTE: YouTube do Puga

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Paulo Gracindo - "8 ou 800?" (TV Globo, 1976)

 

Paulo Gracindo foi um dos maiores artistas brasileiros.
Em 1976, depois de se consagrar na Rádio Nacional dos anos 50 como apresentador e radioator e de viver em telenovelas da TV Globo tipos antológicos que lhe renderam ainda mais prestígio de público e crítica, ele foi comandar o jogo "8 ou 800?", que ficou cerca de um ano no ar.

Nada mais era do que o antigo "O Céu é o Limite", criado praticamente junto com a própria televisão, e que já havia passado com tantos títulos diferentes pelas mãos de J. Silvestre e Aurélio Campos e ainda viria (virá...) a ser reeditado muitas vezes nos anos seguintes.

Mas, nesse vídeo em que a candidata Marisia Portinari, em sua final, respondia sobre Honoré de Balzac em busca de valiosos CR$ 500 mil, podemos ver com clareza a brilhante atuação de Paulo Gracindo como comunicador. É uma aula de dinâmica, locução, concentração e domínio de sua função.

"8 ou 800?" era transmitido ao vivo do Rio de Janeiro, com direção geral de Carlos Alberto Loffler e escrito por Walter George Durst e Túlio de Lemos. Neste programa, que foi ao ar em 30/09/76, um domingo, antes do "Fantástico", Silvia Bandeira aparece como assistente de Gracindo. Há um corte no final do material original do vídeo que foi mantido nesta transcrição.

FONTE: YouTube do Puga

domingo, 24 de abril de 2011

Tigres de Bengala – O álbum

 

 

Álbum do cantor Ritchie com a banda Tigres de bengala em 1993.

Tigres de Bengala produziu apenas um disco, mas entraram para a história da música pop brasileira, deixando saudades nos fãs.  Depois de dezoito anos o álbum permanece atual, mesmo com uma sonoridade peculiar dos anos 90. Oprojeto reuniu músicos consagrados na época: Ritchie, Cláudio Zoli, Vinícius Cantuária, Dadi e Mú (A Cor do Som), além de Billi Forghieri.

 

Faixas

  1. Elefante Branco
  2. Agora ou Jamais
  3. Não Desista
  4. Só Eu e Mais Ninguém
  5. Miragens Maria Alice
  6. Nessa Espera
  7. Estrela do Mar
  8. Arrastão (Ao Teu Lado)
  9. Melhor Parar
  10. Faixa Bonus - Dani

Ficha Técnica do disco

Vinícius Cantuária
Voz, Violões, Percussão

Claudio Zoli
Voz, Guitarras, Violão

Ritchie
Voz, Computer, Flauta

Dadi
Voz, Baixos, Guitarras, Violões

Mu
Teclados, Vocal

Billi Forghieri
Teclados, Computer

Marcelo Costa
Bateria, Percussão

Milton Guedes
Sax, Gaita

Mingo
Percussão

Mayrton Bahia
Produtor

Tigres de Bengala
Arranjos

Eduardo Costa, Geraldo Tavares
Técnicos de Gravação

Jorge "Gordo" Guimarães, Marcos Saboia
Técnicos de Mixagem

Mauricio Valladares
Fotos

Ricardo Leite, Karyn Mathuiy
Projeto Gráfico

FONTES: Wikipedia e You Tube

sábado, 23 de abril de 2011

Ivan Lins e Tim Maia - "Formigueiro" (TV Globo, 1984)

 

Em 1984, Ivan Lins lançou o LP "Juntos", recheado de duetos celebrando os 10 anos de parceirias com Vitor Martins. O disco virou especial na TV Globo, sob a direção de João Paulo Carvalho e Maurício Tavares.
Um dos convidados do disco, Tim Maia, apareceu no programa em um musical da faixa "Formigueiro", que ele havia gravado no álbum.


"Juntos" foi ao ar em 23/12/84.

FONTE: YouTube do Puga

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Como será o futuro de acordo com o Google?

 

Equipe do site xkcd reuniu os resultados de buscas para todos os anos até 2101 e criou uma linha do tempo com o futuro da humanidade

Pois é amigos, a equipe do site xkcd utilizou o maior buscador da internet para uma função pouco usual: prever os próximos 90 anos da raça humana. Realizando buscas com termos como "em (ano)", "no ano (ano)", "será que (alguma coisa) no ano (ano)" e outras frases do tipo, o grupo compilou os resultados que mais apareciam para prever o futuro de acordo com o Google.

Entre os resultados da busca, os principais destaques ficam com o fim do mundo (2012), Jesus voltando para a Terra duas vezes (2018 e 2023), a cidade de Atlantes reaparecendo (em 2024) e humanos se fundindo com máquinas (2045).

 

 

 

FONTES: XKCD e Olhar Digital

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O desafio do som perfeito

 

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O desafio do som perfeito parece depender de uma revolução que traga novos formatos, mais canais e alguma sofisticação no controle do áudio.

Atualmente vivemos uma grande mudança na forma como se produz e se vê TV: a sigla “HD”, hoje na produção de audiovisual, significam meta e realidade para a maioria dos profissionais do setor. O período de transição do sistema analógico para o digital já passou, e com ele as ilhas de edição lineares e os controladores de edição com EDL – Edit Decision List.

O mundo vivencia, agora, a implementação da alta definição em larga escala, convivendo, ainda, com diferentes sistemas, para não falar na maioria das transmissões de TV, ainda não convertidas para o novo sistema. Mas, seja como for, o que temos na mente são aquelas telas largas, com nível incrível de detalhes, aparelhos capazes de reproduzir o HD.

Daí, nos lembramos quem nem tudo é imagem e pensamos no som. Também seremos surpreendidos com uma revolução de qualidade sonora? De fato, a qualidade do áudio já era excelente desde a criação do formato Mini-DV, com suas trilhas de sinal sonoro digitalizado sem compressão, o mesmo dos conhecidos CDs. A conclusão parece óbvia, mas pode não ser: novos formatos podem trazer mais canais e alguma sofisticação adicional no controle do áudio. Mas nada que se compare a uma imagem em alta definição.

Os profissionais da área têm pela frente um grande desafio na hora da captação do som, é necessário prudência e planejamento. Mas o problema, aqui, é outro: a qualidade do áudio, em muitos casos fica abaixo do que poderia ser. Este é um problema persistente, mais relacionado ao operador de tais equipamentos do que efetivamente àquilo que o sistema consegue entregar ao usuário. O ponto da questão é que os erros na captura ou montagem do áudio são menos notados pelo público do que as falhas de imagem. Ao som deve ser dada a mesma importância da imagem.

 

FONTE: polorio.org.br

terça-feira, 12 de abril de 2011

Entrevista com Pedro Paranaguá sobre reforma autoral

 

Outro dia jornal de grande circulação pediu-me entrevista sobre a reforma dos Direitos Autorais no Brasil. Compreensivelmente, o espaço acaba sendo pequeno, além de adaptações normais de pauta, o que acabou por não incluir nem metade de minhas respostas. 

Resolvi, portanto, divulgar aqui minhas respostas, para que não ficassem perdidas entre bits e bytes.

REPRODUÇÃO DA ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

Pergunta (ou P) 1 - O Creative Commons (CC) foi criado a partir da universidade como um sistema legal alternativo. Hoje ele é adotado mesmo por governos, como o brasileiro e o americano. Como as diretrizes do CC se ancoram em sistemas legais como o brasileiro, o americano e o da União Europeia? Isto é, se a sistema legal não reconhecer as licenças CC, não pode surgir um vazio jurídico?

Paranaguá- Cada país faz sua adaptação da licença, de modo que as licenças sejam válidas no ordenamento jurídico de cada país. Diversos tribunais mundo afora já reconheceram as licenças CC como sendo plenamente válidas em seus ordenamentos jurídicos: Holanda, Bélgica, EUA, Israel etc. Além disso, vários governos a utilizam: Holanda, Austrália, EUA, Coréia, Chile, Israel, México, Tailândia, África do Sul, dentre outros.

P 2- No tempo da fita e do VHS, era muito comum e perfeitamente legal gravar fitas e dar para namoradas e amigos, ou até para si próprio. Hoje, a França instaurou a famigerada lei Hadopi, o Sr. Eduardo Azeredo está tentando aprovar projeto de lei sobre cybercrimes e os EUA de vez em quando multam um adolescente em milhões de dólares. Por que o MP3 é tão diferente da fita? É só a escala?

Paranaguá- Evidentemente é muito mais fácil (e eficiente) compartilhar conteúdo em formato digital. Mas não é apenas a escala que é diferente. Os custos para distribuição são imensamente menores quando o formato é digital. Além disso, o próprio consumidor pode ser um canal de distribuição. Ou seja, é marketing gratuíto e espontâneo. Um presente de mão cheia aos autores – e à indústria de conteúdo. As redes sociais, microblogs, softwares de P2P etc. são formas excepcionais de divulgação e compartilhamento de conteúdo. Claro que quem depende do modelo de negócio tradicional, baseado na escassez, está fazendo de tudo para manter o status quo. Mas não perceberam que a tecnologia digital é a solução, e não o problema.

P 3- Um dos argumentos do MinC para tirar a licença CC é que ela é, por assim dizer, redundante: a cessão de direitos já estaria prevista na lei. Esse é, aliás, um argumento comum contra o CC. A inovação do CC seria mais simbólica que verdadeiramente prática?

Paranaguá- O licenciamento de direitos está, sim, previsto na lei. Mas para que ocorra, é preciso dize-lo expressamente. Se não houver licença ou contrato, todos os direitos ficam reservados. Com o licenciamento, seja através das licenças CC, seja através de qualquer contrato ou licença, aí sim é que alguns usos poderão ser autorizados. Claro que não é necessário adotar uma licença CC. Pode-se adotar qualquer outra licença. Mas se nenhuma for adotada; não há autorização para nada. Se for uma licença nova, todos terão de ler e analisar para ver o que a nova licença autoriza ou proíbe; bem como analisar se a mesma está de acordo com o ordenamento jurídico do país que a adota. A vantagem das licenças CC, em contrapartida a eventuais terceiras licenças, é que são relativamente conhecidas mundo afora; formam um padrão adaptado para cada ordenamento jurídico; têm sido reconhecidas por tribunais em diversos países e, portanto, facilitam a vida de todos.

P 4- Você mencionou a importância do caso CC como sinal de algo significativo para o futuro do país e do debate. De que se trata?

Paranaguá- O fato de nos primeiros dias de seu novo mandato a nova Ministra da Cultura ter mandado retirar a licença CC do site do MinC demonstra algumas coisas: 1. um contrasenso ao que o governo Lula vinha fazendo, não houve debate transparente e participativo com a sociedade. Por consequência, e pela falta da continuidade do governo anterior, muitos se sentiram mal representados em relação aos votos nas urnas. 2. Há uma clara contradição na atitude da nova Ministra com a política do partido político que continua no mandato. 3. Não tenho dúvida de que, caso a nova Ministra entenda que o atual anteprojeto de lei não esteja bom o suficiente, então deve-se reabrir espaço para debate, de forma a garantir a transparência e a participação democrática. As regras devem ser claras e transparentes. Bem como deve haver representatividade, pluridade e participação. Afinal, estamos num Estado Democrático de Direito.

P 5- Mais uma vez a Hadopi: o governo francês se apressou para aprovar a lei, passando por cima de normais regimentais do congresso, por exemplo. Montou um gigantesco aparelho de monitoramento e punição. Não é um esforço banal, tudo isso para perseguir internautas. Por que tanta dedicação? O que está por trás disso?

Paranaguá- A indústria de conteúdo autoral quer manter o status quo. Para isso, está fazendo de tudo para manter, no mundo digital, o antigo modelo analógico de escassez forçada. Contudo, no mundo digital, fica mais evidente ainda que direitos autorais (e os arquivos digitais) não são escassos. Podemos fazer infinitas cópias (idênticas). Além disso, também não são rivais. O meu uso não interfere com o seu. São princípios integrantes dos direitos autorais; bens imateriais que o são. E o curioso é que os internautas e os fãs de músicas e filmes ficam cada vez mais desapontados com a má gestão da indústria do conteúdo. Má gestão como: colocar travas anticópia e remotamente apagar todas as músicas pelas quais você já pagou, simplemente porque você decidiu não mais assinar mensalmente uma loja virtual. Parece-me, inclusive, que os fãs passaram a boicotar a indústria por suas más práticas. Parece-me que ou a indústria de conteúdo se adapta, ou os autores devem cada vez mais se aproximar de seus fãs, para vender experiências direto aos seus fãs.

P 6- Existem países que são mais abertos à flexibilização das leis autorais?

Paranaguá- São dezenas de países mais abertos à flexibilização. Ironicamente, o próprio EUA possui o famoso “fair use”, que permite, inclusive, e dependendo do caso, a cópia integral de uma obra autoral. Há diversos casos, inclusive, em que o uso comercial não impede o “fair use”. Israel e Filipinas implementaram exatamente o mesmo “fair use”. Igual ao dos EUA. O Chile acabou de implementar uma grande reforma autoral, autorizando várias flexibilidades para, de um lado, promover a criatividade e, de outro, o acesso ao conhecimento.

P 7- A fusão entre consumo e produção (o tal prossumidor) provoca impulsos de reforma da legislação. E quanto ao sistema econômico em si? Toda aquela estrutura de edição, autoria, distribuição, cobrança etc. pode se metamorfosear em quê?

Paranaguá- Não adianta querer replicar o modelo tradicional, analógico, para o atual mundo digital. Não funcionará. Um exemplo que não tem a ver com direito autoral, mas que mostra claramente que o mundo digital é diferente, é o do vídeo da Cicarelli na praia com seu ex-namorado. Por mais que se tente bloquear um conteúdo online, há formas alternativas tecnicamente possíveis de se continuar replicando o mesmo conteúdo. O vídeo, até hoje, está na Internet, apesar da ação judicial. Se os tribunais e a indústria do conteúdo não compreenderem como funciona a Internet, continuaremos a assistir retrocessos. Todos perdem: autores, fãs, indústria do conteúdo e indústria da tecnologia.

P 8- As tensões entre criação e legislação são semelhantes em regimes de copyright e dedroits d’auteur? Como elas se manifestam nesses dois regimes?

Paranaguá- O direito autoral na verdade foi criado como sendo direito de cópia. Copyright propriamente dito. Foi criado em 1710 na Inglaterra. Era uma lei “para o encorajamento do aprendizado”. Tinha por objetivo limitar os direitos (eternos) concedidos às editoras. Limitar a discricionariedade dos monarcas. Era essencialmente econômico. Não havia direito moral algum. Foi uma lei para democratizar e para promover a criatividade. O prazo de duração dos direitos autorais era de 14 anos – podendo ser prorrogado por mais 14. Hoje, uma obra recebe proteção, geralmente, por mais de 100 anos (contando a vida do autor, mais 70 anos após sua morte). O regime droit d’auteur nasceu no pós Revolução Francesa. Era, também, uma forma de evitar o poder exacerbado dos monarcas. Evitar o autoritarismo. E dar direitos à pessoa humana: o autor. Com isso, criaram-se os direitos morais do autor. Tais direitos morais devem ser cuidadosamente equilibrados, caso contrário podem dar margem a abusos, como o caso de herdeiros, que não criaram nada, proibírem a circulação de obras do falecido. Veja que o direito autoral existe para promover o bem-estar da sociedade como um todo. Não é um direito absoluto. Deve obedecer sua função social.

P 9- E quanto a iniciativas como o paywall [sistema de pagamento para acessar jornal ou conteúdo digital] de Rupert Murdoch, ou o DRM: elas têm respaldo legal? E talvez mais importante: elas têm esperança de sucesso, segurando o ímpeto da rede e retrocedendo à lógica moderna (em oposição a pós-moderna)?

Paranaguá- Curioso que os EUA tentaram em 1995 implementar leis regulando o DRM lá nos EUA. Não conseguiram. Houve forte reação da sociedade, que sairia prejudicada. Então o governo norte-americano utilizou da estratégia da “porta dos fundos”: foi no âmbito internacional, em Genebra, e conseguiu emplacar os Tratados da Internet de 1996, que regulam direitos autorais no mundo digital. Aí voltou para seu Congresso e implementou a regulação de DRM – sem, contudo, ter implementado as flexibilidades possíveis de acordo com os Tratados assinados em Genebra. A pressão é tão grande que o Brasil, que não é signatário desses tratados, implementou na lei autoral medida a qual não estamos obrigados internacionalmente. Professores e pesquisadores de ciência da computação da Universidade de Princeton, dentre outras, comprovam que DRM não funciona. Portanto, o consumidor final vê suas ações e direitos serem restringidos. E quem quer ganhar dinheiro ilicitamente, continua conseguindo burlar as travas anticópia. É insustentável tentar manter o modelo tradicional no atual mundo digital. Nesse meio tempo, garantias fundamentais, privacidade e liberdade de expressão, todas, saem perdendo. Tudo em nome do direito autoral. Faz sentido?

FONTE: pedroparanagua.net

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Samsung começa a produzir telas de LCD transparentes

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Novos painéis de 22 polegadas podem economizar até 90% no consumo de energia

A Samsung começou a produção de uma série de painéis LCD transparentes que podem reduzir o consumo de energia da máquina em até 90%. É possível enxergar através da tela de 22 polegadas, que possui uma transparência de 20% para tons monocromáticos e de 15% para coloridos . O valor normal em LCDs comuns é de 5%.

A companhia sul-coreana é a primeira a produzir a tecnologia em massa e espera, em breve, liderar o mercado global de LCDs transparentes, inclusive para o desenvolvimento de aplicações para os aparelhos. "Displays transparentes terão uma vasta aplicação em áreas da indústria como uma ferramenta eficiente de divulgação de informações e comunicação", explica Younghwan Park, Vice Presidente Senior da divisão de LCD da Samsung.

A Samsung vê aplicações para os painéis transparentes nas áreas de publicidade e educação. Eles poderiam, por exemplo, ser usados como outdoors ou vitrines interativas de lojas.

Os painéis possuem uma proporção de contraste de 500:1 e resolução de 1680x1050. Os aparelhos também terão entradas HDMI e USB. Ainda não há uma data para lançamento dos painéis no mercado.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os 03 maiores desafios do Rádio Digital no Brasil

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Como já havia dito em uma de minhas postagens neste blog, o rádio digital ainda padece de problemas para a sua efetivação no Brasil. A verdade é que os problemas são muito mais gerados pela ordem política do que pela viabilidade técnica em se instalar os padrões. Visto que a cúpula que controla parte das decisões sobre os caminhos da radiodifusão no Brasil exerce um lobby de grande influência no país.

Em geral, a Informação é vista como questão de segurança nacional. Haja vista sua valoração pela Constituição Federal de 1988. Não ponho aqui em questão os méritos que tornem a Informação uma questão de Estado. Mas é fundamental termos em mente que o desenvolvimento da tecnologia caminha sempre passos maiores do que o escopo jurídico consegue prever. Se há 20 anos caminhávamos com walkmans em uma década não precisamos sequer mais de CD's para ouvir o que quisermos.

Voltando à questão do Rádio digital, temos problemas, sobretudo quanto ao número de emissoras que atualmente estão cadastradas (sem contar às inúmeras que funcionam na ilegalidade) e, sim, nesse momento eu falo também das webradios. Pois como comentei no post abaixo, À luz da lei, só podemos considerar uma rádio legal quando está possui concessão do Estado. Caímos novamente na questão da evolução tecnológica estar anos-luz a frente de nossos legisladores

Muitos entraves impedem a implantação do HD Radio

Por conta disso, o rádio digital enfrenta desafios de grandes proporções para a sua efetivação, mas para tanto, vou resumi-los em 03 dos quais considero mais urgentes:

O debate sobre o sistema. Apesar de que já houve diversas conversas e encontros, o debate acerca da escolha dos padrões e da interferência que esses sistemas trarão ao dia-a-dia do Brasileiro é desconhecido por sua população, grande parte disso por conta do desinteresse e, também por conta da influência da Televisão que nesse caso, puxa o gancho muito mais forte para o seu lado do que para as emissoras. É necessário fortalecer os debates regionais, pois, o grande número de emissoras radiofônicas comunitárias ainda exerce força absurda dentro de diversas comunidades Brasil afora.

Entender o aspecto Multi-Étnico-Regional. As diferenças regionais e os costumes adotados por cada emissora nas diversas regiões do Brasil devem dar o tom sobre a forma como essa nova tecnologia será integrada. Ao contrário da Televisão que buscou adotar uma "identidade nacional" O rádio não precisou desse contrato, muito pelo contrário, o rádio cria um elo de identidade com seu público. Adotando os modos e costumes de cada região e com isso, esses valores podem indicar de que forma o modelo digital terá sucesso em sua sedimentação com o público.

Trabalhar integralmente com as outras Mídias. Enxergar o Rádio como um meio de comunicação isolado, onde a lógica do (Emissor --> receptor) vigora, não existe mais. O rádio aprendeu a trabalhar com a tecnologia, mas ainda há certa resistência em tornar esse trabalho em conjunto com as outras mídias, quanto maior for essa integração mais o rádio ganha em agilidade e a adoção de tecnologia só vem a tornar o trabalho destas emissoras muito mais dinâmicas e eficazes.

Agora é esperar e ver de que forma esses desafios e muitos outros poderão abrir caminho para o sucesso e a implantação do sistema digital no País.

FONTE: radioetech.blogspot.com