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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Video papo com Flávio Siqueira

Flávio Siqueira é radialista e escritor. Participa ativamente do grupo ‘Locutores’ no Facebook. Escolhi este em especial para publicar aqui, por tratar de um ‘detalhe’ fundamental para qualquer profissional. Vale muito apena conferir e refletir sobre os pontos propostos por nosso ‘provocador’. “Ter um dom é lutar contra a média, as vezes lutar contra a maré, mas vale a pena insistir no que fazemos de melhor. Flávio Siqueira fala sobre como lidar com os dons.”

FONTE: Blog do Flávio Siqueira

Meu Facebook: facebook.com/williamlealtamburi

terça-feira, 10 de maio de 2011

O profissional desatualizado do rádio.

Por Gabriel Passajou

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Provavelmente você conhece alguém assim. Pior, é possível que ele tenha sido (ou seja) seu chefe. Reuni algumas características de pessoas que perderam o bonde da história no que diz respeito ao rádio. Não é de forma alguma uma condenação ou execração pública de quem quer que seja, mas sim uma forma de chamar a atenção para uma auto-avaliação pessoal de um comportamento como ser humano e profissional.

01) Inventa inimigos externos.

O profissional desatualizado sempre elege como culpado algum fator externo pelo qual ele não tem o controle. Assim é mais fácil transferir a culpa ou responsabilidade de seus atos. Já que este é um blog de rádio, vemos muitos profissionais condenando as gravadoras como se as mesmas fossem as causadoras do mal maior. “Gravadoras-exploradoras-capitalistas-selvagens-imperialistas-manipuladoras-do-pobre-ouvinte”: Esta é uma cantilena frequente na boca dos saudosistas (outro item deste texto) sobre a atual situação do rádio. Falam isso como se eles não fossem parte integrante do rádio e navegassem ao sabor de suas ondas. Ora, não existe UM fenômeno musical lançado no Brasil (e no mundo) que não tenha por trás um grande investimento de gravadora, da bossa nova ao rock, do sertanejo ao funk. Como vocês acham que os Beatles chegaram ao estrelato (merecido, diga-se de passagem) com suas economias pessoais ou com um esquema milionário da EMI?

02) Tem pouca adaptabilidade.

Em resumo: O mercado tem que se adaptar a ele e não ele ao mercado. Mais do que nunca, o profissional do rádio deve ser polivalente. É uma exigência profissional conhecer todos os aspectos do rádio como locução, produção, programação, comercial, etc. Um ex-diretor artístico de rádio pop no passado pode passar a ser um locutor de uma estação popular hoje, por exemplo.  Quem diz “Eu jamais vou trabalhar em radio brega” pejorativamente, meu conselho é que abra um açougue.  Profissional de rádio com “P” maiúsculo anuncia tão bem Calcinha Preta como Simple Plan. O profissional desatualizado geralmente só consegue fazer um tipo de rádio e tem uma visão limitada do setor.

Em nosso meio não tem como prever todos os cenários. Mas há uma certeza, a de que não temos certeza nenhuma. O mercado de rádio hoje é extremamente volátil. As mudanças acontecem rápido e não há mais dúvidas: É você que tem que mostrar que o rádio precisa de você e não o contrário. A era do emprego eterno acabou há vinte anos.

03) Ignora as novas tecnologias e a concorrência.

O rádio passa por profunda modificação mas o profissional desatualizado ignora isso. Novas plataformas de mídia nascem em um ritmo alucinante enquanto nosso amigo acha que “site de rádio é um negócio superfluo”. Sim, os dinossauros ainda não morreram. A classe C comprando PCs como nunca, conhecendo assim outros universos e formas de comunicação. O público alvo interagindo e influenciando cada vez mais o conteúdo consumido. A concorrência com meios alternativos (Tvs in door, webrádios, canais a cabo, etc.) aumentando de forma vertiginosa e o diretor acha que a rádio vai chamar a atenção por si só. Não vai. Não há como o público-alvo absorver toda a quantidade de informações. Recebemos em média 500 mensagens publicitárias por dia o que torna nossas escolhas de marca mais seletivas.

04) É profundamente saudosista.

OK,  confesso. Eu sou saudosista. Mas uma coisa outra é ter o privilégio de possuir experiências que constroem seus valores e olhar para frente, outra é se prender ao passado, recordando antigas glórias, e viver enclausurado nele. Ser saudosista é bom, mas não quando atrapalha o presente. Frases como “Rádio bom mesmo era nos anos 80!” demonstra que o profissional não se encaixou no atual mercado radiofônico onde a demanda por soluções criativas e eficientes é fundamental.  Não digo que o rádio dos anos 80 não era bom, muito pelo contrário, mas hoje a música, o público e o rádio mudaram. A tecnologia influi diretamente na forma como o rádio deve ser administrado, para o bem e para o mal. Atualmente o ouvinte é muito mais difícil de ser conquistado devido à maior concorrência. O mercado está fragmentado, ou seja, para você chamar a atenção da audiência para a sua marca, o investimento em publicidade e fidelização são enormes.

05) Se considera um guru, o salvador das rádios.

O profissional desatualizado geralmente considera a sua verdade como a única e verdadeira para a salvação do rádio. Já vi em um fórum uma espécie assim separava as pessoas em duas categorias: As que preservavam e amavam o rádio (que coincidentemente concordavam com seus argumentos) e o resto, que tinha por objetivo acabar com o meio, eram corrompidas “por tudo o que está aí”. Esse caso, a meu ver patológico, tem outra característica, odeia ser contrariado e não vacila em atacar a jugular usando as piores estratégias como a desqualificação do “oponente”. Cuidado com esses elementos.

06) Fala mal de rádios exclusivamente pelo formato.

Essa é geralmente outra característica do profissional desatualizado. Ele só consegue trabalhar com um formato de rádio, e parte para desqualificar os colegas que estão em emissoras cujo o estilo musical não o agrada. Simples assim. Acredito que o bom radialista seja aquele que compreende e absorve todas as linguagens do público que ouve rádio. Assiste com o mesmo interesse um documentário do Discovery Channel como o show de calouros do Raul Gil, porque ambos lhe trarão subsídios para suas escolhas em seu universo de trabalho. Quem trabalha em rádio deve ficar antenado 24 horas por dia pois perder uma tendência ou movimento de sua audiência significa estar na lanterna do mercado radiofônico.

Enfim, o profissional desatualizado me lembra uma Ollivetti. Para os mais novos, essa máquina de escrever era a “ferrari” de sua época. Visual italiano, motor elétrico, som inconfundível das teclas martelando o papel. Onde estão as Olivettis hoje? Foram implacavelmente engolidas pelos impessoais e silenciosos computadores, muito mais eficientes.

Você seria uma Olivetti hoje?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Funcionários protestam contra suicídios em fábrica de iPad

Funcionários foram ao lobby da empresa em Hong Kong para se manifestar contra suicídios de colegas. Protestante usa máscara do ex-CEO da Apple Steve Jobs

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Estudantes universitários e funcionários da Foxconn, taiwanesa fabricante do iPad da gigante Apple, protestaram neste sábado em Hong Kong contra as condições de trabalho da empresa para a fabricação do aparelho após o 11º empregado tentar o suicídio neste ano. As informações são do diário britânico The Telegraph.

As recentes tentativas de suicídio foram na fábrica da Fonxconn de Longhua, na China, onde 300 mil trabalhores montam dispositivos também de outras grandes empresas como Sony, Apple, Nintendo, Dell e Nokia. Os protestantes foram ao lobby da Foxconn em Hong Kong para se manifestar.

A fábrica de Longhua é a maior fábrica da Apple no mundo e é responsável por 20% das exportações que saem do porto de Shenzen. Os protestantes afirmaram que a Foxconn trata seus funcionários como "máquinas".

"Nós vamos protestar por conta da alta taxa de suicídios, com um número anormal de trabalhadores cometendo suicídio nos últimos cinco meses", disse a porta-voz dos estudantes, Debby Chan, ao Telegraph.

No ano passado, ao menos 13 empregados da fábrica morreram em aparente suicídio. Apesar do número de mortes estar na média de funcionários jovens em empresas na China, o número está crescendo rapidamente, avaliou o Telegraph. A Foxconn nesta semana admtiu que não tem prestado atenção suficiente no bem-estar dos seus funcionários e anunciou que vai contratar mais de dois mil terapeutas.

A situação preocupa também acadêmicos. "Quando a taxa de suicídios cresce rapidamente, a situação é alarmante. Não se pode comparar com a média nacional, e sim com fábricas similares", afirmou ao Telegraph Jin Shenghua, professor de psicologia da Beijing Normal University.

FONTE: Terra

domingo, 8 de maio de 2011

Smartphones do futuro podem ser dobráveis e finos como papel

 

Pesquisadores canadenses acreditam que o modelo pode substituir celulares atuais dentro de cinco a dez anos

20110506042445Pesquisadores da Universidade da Rainha, em Ontário, Canadá, revelaram nesta sexta-feira (6/5) um protótipo de smartphone batizado de PaperPhone que pode ser dobrado como um plástico comum. O aparelho apresenta um display com 3,7 polegadas feito de E-ink, a mesma tecnologia de "tinta eletrônica" utilizada pelo Kindle, e pode ser operado pelo usuário enquanto é dobrado de diferentes formas.
Os sensores Thinfilm do dispositivo permitem que o usuário realize funções mesmo com o aparelho dobrado ou curvado. É possível fazer ligações, tocar músicas, navegar por páginas de e-books ou em aplicativos através de diferentes dobras no display.

De acordo com Roel Vertegaal, responsável pelo estudo, entre cinco a dez anos este pode ser o modelo padrão para aparelhos móveis.

Veja o vídeo com o PaperPhone em funcionamento abaixo:

FONTE: Olhar Digital

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Número de televisores cai pela primeira vez em 20 anos nos EUA

Pequisa divulgada nesta terça-feira (03/05) pela Nielsen pode indicar um aumento no consumo de vídeos online

O número de televisores por habitante nos Estados Unidos caiu pela primeira vez em duas décadas, de acordo com um estudo divulgado pela Nielsen nesta terça-feira (3/5). A queda no consumo de aparelhos de TV vem acontecendo desde 2008, mas os analistas só observaram uma redução considerável neste ano, quando o número de lares com televisores caiu de 98,9% para 96,7%.

De acordo com a empresa, uma parte dos usuários que não possuem TV ou se livraram de seus aparelhos acredita que vídeos na Internet podem substituir um televisor tradicional. Uma nova geração de jovens que saíram de casa agora e optaram por não comprar televisores também pode ter auxiliado na queda.

Famílias com uma renda menor do que US$ 20 mil por ano também colaboraram para a redução do número de TVs. Segundo a pesquisa, após a crise econômica de 2008, uma parte dessas familias optou por não manter ou não puderam comprar novos aparelhos.

Os resultados podem apontar para o crescimento de serviços online de vídeos como o Hulu, Netflix ou iTunes, que muitas vezes investem em shows que são populares na Internet, mas que não vingariam na televisão tradicional.