O desafio do som perfeito parece depender de uma revolução que traga novos formatos, mais canais e alguma sofisticação no controle do áudio.
Atualmente vivemos uma grande mudança na forma como se produz e se vê TV: a sigla “HD”, hoje na produção de audiovisual, significam meta e realidade para a maioria dos profissionais do setor. O período de transição do sistema analógico para o digital já passou, e com ele as ilhas de edição lineares e os controladores de edição com EDL – Edit Decision List.
O mundo vivencia, agora, a implementação da alta definição em larga escala, convivendo, ainda, com diferentes sistemas, para não falar na maioria das transmissões de TV, ainda não convertidas para o novo sistema. Mas, seja como for, o que temos na mente são aquelas telas largas, com nível incrível de detalhes, aparelhos capazes de reproduzir o HD.
Daí, nos lembramos quem nem tudo é imagem e pensamos no som. Também seremos surpreendidos com uma revolução de qualidade sonora? De fato, a qualidade do áudio já era excelente desde a criação do formato Mini-DV, com suas trilhas de sinal sonoro digitalizado sem compressão, o mesmo dos conhecidos CDs. A conclusão parece óbvia, mas pode não ser: novos formatos podem trazer mais canais e alguma sofisticação adicional no controle do áudio. Mas nada que se compare a uma imagem em alta definição.
Os profissionais da área têm pela frente um grande desafio na hora da captação do som, é necessário prudência e planejamento. Mas o problema, aqui, é outro: a qualidade do áudio, em muitos casos fica abaixo do que poderia ser. Este é um problema persistente, mais relacionado ao operador de tais equipamentos do que efetivamente àquilo que o sistema consegue entregar ao usuário. O ponto da questão é que os erros na captura ou montagem do áudio são menos notados pelo público do que as falhas de imagem. Ao som deve ser dada a mesma importância da imagem.
FONTE: polorio.org.br